09/04/2017

OS 13 PORQUÊS, JAY ASHER

Eu comecei a ler Os Treze Porquês antes das minhas provas regimentais do ano passado, e por isso eu precisei parar de ler na metade, o que foi bem difícil, porque é um livro realmente maravilhoso! Ele virou uma série produzida pela Netflix, que estreou no último dia 31, então esse título deve estar bem fresquinho na sua cabeça, certo? O mais engraçado é que não é uma leitura longa, mas você vive tanta coisa dentro das páginas que vira um daqueles aprendizados pra gente levar pra vida. Ele vai fazer você enxergar as coisas bem diferentes, talvez de uma maneira que você nunca tenha parado para imaginar.
Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra um misterioso pacote com várias fitas cassetes. Ele ouve as gravações e se dá conta de que foram feitas por uma colega de classe que cometeu suicídio duas semanas antes. Nas fitas, ela explica que 13 motivos a levaram à decisão de se matar. Clay é um deles. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.
A história vai rodar em torno do nosso protagonista Clay Jensen, que encontra um pacote de fitas ao voltar do colégio, e não entende o motivo. As fitas foram enviadas por Hannah Baker, mas com um contratempo: agora ela está morta. Deixando fitas com motivos que a levaram ao suicídio. A regra é simples, quem recebe precisa escutar e depois repassar para o próximo nome na lista, e Clay não faz ideia do porque o nome dele está no meio desses, afinal Hannah era sua amiga.
- Como você está se sentindo hoje?
- Nesse exato momento?
- Nesse exato momento.
- Nesse exato momento, me sinto perdida, eu acho, meio vazia.
- Vazia como?
 Simplesmente vazia. Simplesmente nada. Não me importo mais.
Todo o suspense é gerado ao escutar o que Hannah conta sobre cada uma das pessoas, sobre Justin, Jessica, Alex, cada uma delas. A agonia, o medo, a insegurança que ninguém sequer percebia quando ela estava viva, é possível encontrar em cada fita gravada. Porquês que Clay nem sonhava, e agora precisa confiar nas palavras da garota. Os diálogos criados entre eles, e a forma como Jensen conversa com ela, foi o ponto que mais me deixou intrigada, juntamente com as confissões, que me foram me deixando cada vez mais nervosa.
Era exatamente isso que eu queria pra mim. Queria que as pessoas confiassem em mim, apesar de qualquer coisa que tivessem ouvido. E, mas do que isso, que me conhecessem. Não aquilo que pensavam saber a meu respeito. Mas eu de verdade.
Esse livro me fez ganhar uma perspectiva nova sobre as pessoas e sobre cada detalhe que alguém pode estar enfrentando. Todos os dias, alguém está encarando uma batalha, e você não sabe nada à respeito disso. E sabe o que é pior? Existem Hannah's incontáveis ao redor do mundo, e elas só precisavam de alguém pra estar perto, de alguém que dissesse "Ei, é normal se sentir assim de vez em quando, não é errado precisar de ajuda, e ainda assim, está tudo bem". Me fez repensar em como não se importam com os outros e em como não conseguem enxergar quem somos de verdade. Talvez seja tudo sobre começar a aceitar o outro como se é, sobre apoiar o próximo, e sobre dar expectativas bonitas a alguém. Tem Hannah's que ainda podemos salvar, tudo bem?
"Às vezes não tem ninguém em volta para mandar você ficar quieto...
às vezes você só precisa ficar em silêncio quando está completamente sozinho. Como eu, agora, nesse instante. Shh!"
   
Eu prometo que vale cada página, sério, você também vai tirar grandes aprendizados dessa leitura, e eu espero que goste tanto quanto eu, é um dos meus favoritos agora. Ah, e não esquece de assistir as treze fitas lá no Netflix, eu estou na metade, e já estou orgulhosa de todo o trabalho.

Classificação:
Eu li ouvindo:
Happier, Ed Sheeran.
More than gravity, Colin e Caroline (essa está na trilha da série, um amorzinho).
Daughters, John Mayer.
Bad Reputation, Shawn Mendes.

05/02/2017

E ESCOLHA, NICHOLAS SPARKS

Oi gente! Minhas férias acabaram, as aulas voltaram essa semana e então é hora de começar as coisas por aqui, certo? Pra gente já começar lindo, eu vim trazer uma resenha do Nicholas, que nem me surpreende mais, porque esse serumaninho só sabe escrever livros que entram nos meus favoritos. A última leitura dele que eu fiz foi A Escolha, e só de lembrar já fico cheia de lágrima nos olhos, porque a história é tão intensa quanto maravilhosa, eu estou apaixonada até agora!
Para Travis Parker, felicidade é estar com a irmã e os amigos, viajar, andar de moto e praticar esportes radicais. Ele nunca teve um relacionamento amoroso sério, mas não sente falta disso. Para ele, sua vida jé está perfeita.
Pelo menos até conhecer Gabby Holland, a bela médica que acaba de se mudar para a casa ao lado em busca de felicidade e independência. Mas conquistá-la não será tão simples. A jovem tem namorado e fica muito confusa com os sentimentos que o vizinho lhe desperta. E, depois de um fim de semana em especial, ela terá que tomar uma decisão.
Mostrando que sentimentos imprevisíveis levam a caminhos surpreendentes, Nicholas Sparks mais uma vez constrói personagens sensíveis e cenas emocionantes que trazem tanto sorrisos como lágrimas num espaço de poucas páginas.
Gabby trabalha numa clínica como assistente médica, ela e a cachorrinha Molly são novas na cidade de Beautford, na Carolina do Norte, assim ela estaria mais perto de Kevin, o namorado. Kevin sempre deixava o assunto "casamento" para outra hora. Assim ela achou que a mudança poderia ter um resultado positivo em relação e essa situação. Coisa que não deu muito certo, e a sensação de estar sozinha acompanhava Gabby.
Ela só não contava com seu vizinho barulhento, Travis, um cara despreocupado e que acreditava ter uma vida perfeita. O som alto de sua casa incomodava muito a garota, e a gota d'água começa quando ela descobre que Molly, a cachorrinha, está grávida. O que a faz ir tirar satisfação com ele, acreditando que o culpado é Moby, cachorro de Travis, que trabalha como veterinário (fato que ela descobre quando leva Molly na clinica veterinária e dá de cara com o rapaz, e ele ainda lhe diz que Moby é castrado, deixando ele sair ileso da história).
E o que tinha todo o cenário de guerra montado desaba quando os dois se atraem instantaneamente, e não conseguem esconder a forma como um balança o outro. Mas é claro que Kevin ainda é o seu namorado, o que a obriga a ter que fazer uma escolha entre os dois.
Se você me der uma chance - se você nos der uma chance - vou viver o resto da minha vida provando a você que tomei a decisão certa. Eu amo você não somente por quem você é, mas pela maneira que você me fez pensar no que nós podemos ser."
Mas não se engane e pense que o livro acaba aí.
Após escolher e casar-se com o veterinário, eles apaixonadamente se casam, e vivem anos do casamento com suas duas filhas. Até Gabby ir trabalhar no hospital da cidade. Ponto onde o drama Sparkense entra em ação.
"Histórias são únicas, assim como as pessoas que as contam, e as melhores histórias são aquelas cujo final é uma surpresa."
Lá ela encontra um senhor, com a esposa anos em coma. Gabby presta atençaõ no quanto ele sofre, no quanto é doloroso e de partir o coração. Isso mexe tanto com seus pensamentos, que leva a uma conversa com Travis, onde ele deveria prometer que se o mesmo acontecesse com ela, e o quadro não mudasse nos primeiros meses, o marido deveria deixá-la ir.
-Por mais que seja difícil?
-Por mais que seja difícil.
-Porque você me ama.
-Porque amo você.
E é claro que isso aconteceria, não é mesmo?
Mas não é tão simples, não quando Travis é apaixonado por ela, não quando viver num mundo sem a esposa não teria sentido, e não quando possuem duas filhas.
A história é divida em duas partes, e na segunda, a gente consegue realmente viver a dor que ele enfrenta para tomar a melhor escolha possível. A escolha mudaria tudo.
"Faça isso por mim. Pelas nossas filhas. Elas precisam de você. Eu preciso de você. Abra os olhos antes de eu sair, enquanto ainda há tempo..."
Lembrando que assim como muitos livros no Nich, A Escolha também ganhou adaptação para o cinema, como um roteiro não seguindo totalmente o mesmo caminho, mas que me fez chorar tanto quando na leitura (e eu ainda inventei de terminar o livro e assistir o filme meia hora depois. Quase virei água de tanto chorar.) Os protagonistas são interpretados pela Teresa Palmer e pelo Benjamin Walker, e ainda tem Tom Welling (crush né mores) no elenco.
Às vezes confiamos no coração mesmo pensando com a cabeça, e o dilema que Travis enfrenta faz com que nós, leitores, consigamos enxergar a importância de enfrentar as próprias escolhas. É o tipo de coisa que nos muda para sempre. Então não esquece de adicionar na lista pra ler, ou de me contar o que achou caso já tenha lido, combinado?

Classificação:
Eu li ouvindo:
Like I can, Sam Smith.
Lay me down, Sam Smith.
Fire Meet Gasoline, Sia.
Style, Taylor Swift.


10/01/2017

2016 FEELINGS

Foi perder o medo de dançar, mas ainda sem saber andar de bicicleta. Foi adeus com sabor de boas vindas, e desapego que trouxe novos lugares. Foram amizades virtuais para conhecer em breve, e amigos para comemorar o décimo ano, foi completar vinte, descumprir metas e ainda assim fazer uma lista nova. Foi o beijo inesperado, foi esperar na fila de um show e começar How I Met Your Mother. Foi o abraço caloroso de quem eu julgava ser uma pedra de gelo, o meu recorde literário e uma black friday inteira só para comprar livros novos, foi conhecer Tyler Maddox. Ver pessoas ganhando estrelas, e outras virando uma própria no céu. Foi aquele final de semana inteiro acordada, e foi dormir sexta para acordar domingo à noite. Rever velhos conceitos, ideias novas e ouvir a minha alma, foi escutar a chuva na janela e fotografar meus próprios pés. Foram mais dois semestres na faculdade, e foi se apaixonar por uma causa nobre, e se apaixonar mais um pouquinho pela vida também. Foi dor, angústia e chorar por quem estava em outra órbita, foram novos ataques terroristas e coisas sem cabimento que não faziam sentido, porque ninguém explica algo maior que nós. Foi amor, risada alta e música boa. Se preocupar com quem mora na outra ponta do Brasil, e muitas vezes querer não precisar sair da zona de conforto. Foi ouvir The Chainsmokers mais de cento e cinquenta dias, e desejar que o verão nunca acabasse. Foram lágrimas de tristeza, e outras incontáveis de alegria. Foi se perder por dentro, e se perder em São Paulo também, conhecer pessoas diferentes, sair com amigos dos meus amigos e sentir saudade do meu avô e da escola. Foi fazer uma tatuagem e tirar as paredes coloridas do meu quarto. Foi orgulho, mas também se decepcionar. Foi loucura, mas não aquela pra ter medo, foi se arrepiar, o zoológico inteiro na barriga, foi voltar atrás nas coisas que eu realmente queria, logo eu, de escorpião, orgulhosa mesmo. Mas sabe, me trouxe coisas que eu jamais poderia compreender se ele nunca existisse, porque foi continuar tentando me descobrir. Dia após dia. Foi saber que eu não serei assim ano que vem e nem no outro, porque eu só me deixei ir, então serei diferente, o quão diferente eu só posso te contar em outro janeiro. Enquanto isso, as coisas começaram de novo por aqui.