09/12/16

DIY: ESTAMPAS COM PAPEL TRANSFER

Eu sou apaixonada por camiseta com frase, gente! E eu tinha várias ideias de algumas, mas já sabia que seria bem difícil encontrar, então, a gente pode fazer, certo? Pesquisei vários tutoriais e o que me pareceu mais real foi o do papel transfer, e ainda bem que funcionou super. Sério, não tem erro, e eu montei um passo-à-passo bem amor pra vocês fazem também. Já separem as blusas lisas e anota aí:
1. Escolha suas estampas, você pode criar elas se preferir. Desenhos, imagens, vale qualquer coisa.
2. Use algum programa para espelhar sua imagem antes de imprimir, eu sempre faço no photoscape, ela precisa ficar do lado contrário, tudo bem? Se não vai ficar ao contrário na camiseta. E sobre a impressão, a única regra é não ser feita em impressora a laser, porque a tinta vai escorrer, então você pode usar a impressora da sua casa mesmo, ou qualquer outra que tenha sistema jato de tinta.
3. A camiseta não segue uma regra específica, mas a aderência é melhor em tecidos de poliéster.
4. Recorte em volta da imagem, deixando alguns centímetros de borda, não se preocupe, a parte branca fica transparente.
5. Para a tinta do papel grudar na camiseta, use o auxílio de um ferro numa temperatura bem quente.
6. Só lovis, fica um amorzinho, né? Mas nada de passar o ferro por cima depois (assim como todas as camisetas com estampas)

A melhor parte é que ninguém vai ter peças como as suas, e quando a gente abre a imaginação é uma ideia mais legal que a outra. Eu fiz uma do meu personagem favorito de Teen Wolf, o Isaac, e foi o resultado que eu mais gostei. E também testei sobre jeans, com o sobrenome dos personagens de uma saga literária que eu amo, e até agora permanece intacta. Ah, dá pra fazer com tinta colorida também, viu?
Espero que tenham gostado, e que usem a criatividade para fazer também, eu estou muito apaixonada, e já tenho mais ideias novas pra postar, sobre várias coisas (estou de férias a partir de hoje, então...). Até a próxima.

03/12/16

BELA DISTRAÇÃO, JAMIE MCGUIRE

Esse livro é um dos meus favoritos, e já li ele tantas vezes que perdi as contas, então achei que precisava compartilhar todo esse amor em forma de páginas com vocês. Muitos provavelmente já conhecem Bela Distração, por ser um spin off da série Belo Desastre, uma das minhas favs também. Mesmo sendo um spin, não há uma necessidade excessiva de começar à ler por Belo Desastre, mas eu tenho motivos reais para acreditar que você vai fazer isso por vontade própria! Sabe quando você não consegue parar de ler?
Cami Camlin é uma garota intensa e independente, dona do próprio nariz desde a época do ensino médio. Agora, cursando a faculdade e trabalhando de bartender noThe Red Door, Cami não tem tempo para nada, até que uma viagem para visitar seu namorado é cancelada, e pela primeira vez em quase um ano, ela tem um fim de semana de folga. Trenton Maddox era o rei da universidade Eastern. Os caras queriam ser como ele, as mulheres queriam domá-lo. Mas, depois de um trágico acidente virar sua vida de cabeça para baixo, ele deixa o campus para lidar com a culpa esmagadora. Um ano e meio depois, Trenton está morando com o pai e trabalhando em um estúdio de tatuagem para ajudar a pagar as contas. Justamente quando ele pensa que sua vida está voltando ao normal, nota Cami sozinha em uma mesa no The Red Door. Como a irmã mais velha de três caras de pavio curto, Cami acredita que não terá problemas para manter a amizade com Trenton no nível estritamente platônico. Mas, quando um Maddox se apaixona, é para sempre - mesmo que Cami possa ser a razão para que a já fragilizada família Maddox desmorone de vez. 
Então migos, Bela Distração conta a história da Cami (Camille Camlin se você ainda não se sente tão íntimo), e o principal motivo de eu ter me identificado foi toda a ânsia de liberdade que ela possui, desejo de nunca depender de ninguém. De fazer o que quiser, como quiser, porque quis assim. Desde pequena, já que nunca possuiu um bom relacionamento com a família, o pai em especial. Ela divide um apartamento com a melhor amiga Raegan (que cá entre nós, também vive um baita drama amoroso), e faz faculdade pra tentar ter um futuro diferente de toda a infância que não desejaria reviver, já a que a vida inteira, seus desejos foram sobre o futuro.
"Meu quarto era cheio de coisas estranhas e aleatórias, mas eu também era." 
Ela tinha um relacionamento que não se encaixava nos últimos tempos, mas ainda assim, tudo parecia bem, até o Trent aparecer. Trenton Maddox, a ideia perfeita de carinhoso e esquentado, engraçado e marrento (e claramente um dos meus personagens literários mais maravilhosos). Como se antes dele, ela não fizesse ideia do sentido da vida, como se os dois nunca fossem envelhecer. No fundo, ela já sabia que não poderia ser só a melhor amiga, não era o suficiente.
"Eu me esforcei para não sorrir, mas foi difícil. A expressão dele era contagiante."
Os dois começam a passar muito tempo juntos, e ela percebe o que era realmente o significado de relacionamento.
O ponto alto começa quando Trenton é apaixonado por Camille desde o fundamental, e agora que são melhores amigos, ele volta a ser vulnerável em relação a seus sentimentos, ao amor em especial, já que ele sofreu um acidente um tempo atrás, e todas as coisas estavam fora dos eixos. O que claramente dificulta a reação dos, pois o namorado dela ainda existe, mesmo morando na Califórnia.
"— Eu não gosto de você.
— Gosta sim.
— Eu também não tô tentando ser bonita.
— Então está fracassando."
A história é linda, cheia de bom humor, cuidado e carinho. Sobre ser bom o bastante, sobre prioridades. Melhorar por uma pessoa, aprender a proteger o que gosta, e dividir o sentido das coisas com um outro alguém. Te faz ficar próximo dos personagens, além de criar uma variável que questiona o amor. Cami e Trent descobrem o quanto nós somos mais fortes, se permanecermos juntos, e como o mundo abre sobre os pés com uma escolha errada, mesmo se ela for necessária.
Eu realmente já li e reli um milhão de vezes, e em todas elas, sempre acabo percebendo um detalhe novo que me faça repensar, é um amorzão. Espero que gostem tanto quanto eu, e se já tiver lido, estou super curiosa para saber o que achou dele.

Classificação:
Eu li ouvindo:
Closer, The Thainsmokers.
Addicted, Morgan Page.
Bad habits, The Kooks.
Free fallin', John Mayer.

26/09/16

UM BILHETE SOBRE AS COISAS

Você era apaixonado pela vida, e isso me fazia gostar mais de todas as outras coisas estúpidas, todas aquelas coisas que eu gostaria de ter feito antes. Era como se a distância do meu quarto até o The Rocks não passasse de três passos, e o verão não acabasse em março. Como se eu nunca fosse envelhecer. Os seus olhos eram quase a galáxia inteira, e ela caberia neles, voltando todas as vezes que estivessem abertos, os sonhos ficavam pairando entre nós dois, e aprendi a fazer deles os meus próprios, a costa leste do mundo que eu sempre quis conhecer parecia incrível no banco de trás do seu carro, livro do Nicholas no colo e os meus pés na janela, você iria me pedir para sentar direito e colocar o cinto, mas contrariar as pessoas era algo que já fazia antes mesmo de te conhecer. Eu nunca consegui ouvir alguém falando por muito tempo, mas isso foi antes, porque quando te ouvia explicar sobre todas as estrelas, e sobre o laranja que marcava o céu até escurecer depois das oito, eu poderia ficar lá para sempre, sem ao menos perceber seus cadarços desamarrados.
Eu não me incomodava com o seu rock dos anos 90, e você também ouvia os meus indies, principalmente depois do The Kooks. Sabe, queria continuar rabiscando lugares do mapa, fotografando as luzes e ignorando o mundo além das suas orbes. Mas eu precisava voltar.
Não fique triste, não é disso que vou me lembrar. No fundo, quando as pessoas estão perdidas, elas se encontram umas nas outras, assim como cicatrizes que combinam. Eu tive sorte, e não foi aquela parada de destino, foi você.
De todas as coisas que eu queria guardar, tenho o barulho da sua risada e aqueles mesmos olhos, e de todas as cinco coisas que me faziam rir junto, as cinco eram sobre a sua vida. A gente não precisa falar do presente, eu sei lá onde você deve estar agora, mas à um tempo atrás estaríamos revezando o rádio entre a estadia do Nirvana até as faixas do Bastille, e depois Halsey e Pink Floyd. E sobre o futuro, se me preocupar com ele, as coisas vão passar por cima de mim. Planejar algo sobre o amanhã é uma droga que eu ando conseguindo evitar.
Perdi o medo de cair, nem todas as quedas eram buracos, algumas eram apenas sobre se jogar do espaço, e flutuar. Não pense que estou arrependida, não aprendi todas essas coisas sozinha, mas eu aprendi, agora eu sei, e eu me lembro. Descobri o porquê de as pessoas parecerem perdidas, talvez elas precisam de alguém como você, para organizar aquela montanha de sentimentos que eu também tinha, sempre fui boa em desorganizar, e em perder, né? Até mesmo a mágoa, que não faço questão de deixar que me acompanhe. E mano, tá tudo bem. Porque aqui, no agora, eu não desejaria que você voltasse, mas você me fez amar a mim mesma, e me deu expectativas de que posso ser alguma coisa bonita. Eu não queria que voltasse, mas muito obrigada por já ter vindo.